O conceito de “palco onde se fazem os campeões” é um dos mais populares no mundo desportivo e transversal a todas as modalidades. O ténis não é excepção e tem a particularidade de ter esses palcos muito bem definidos. Falamos, claro, dos torneios de Grand Slam.
Designados originalmente como “campeonatos do mundo” do ténis em 1913, esta distinção surgiu de uma iniciativa com o objectivo de capturar a popularidade crescente da modalidade no século passado e globalizar este desporto. Em 1923, os americanos juntaram-se a esta iniciativa e desde então que o Australian Open, Roland Garros (French Open), Wimbledon e US Open se tornaram nos “campeonatos oficiais”.
Foi já 1933 que surgiu o termo “Grand Slam”, fruto da proeza do jogador Jack Crawford, que após ter ganho os primeiros três torneios do ano, estava prestes a conseguir um feito descrito como “Grand Slam” por um jornalista americano, em alusão ao termo usado no jogo de cartas Bridge ou no Golf.
Atualmente, a história e prestígio que acompanha estas competições continua a não ter igual no mundo do ténis, mas há outras características que os distinguem dos demais torneios no circuito ATP e WTA:
A duração de duas semanas, com um quadro de 128 jogadores nos singulares masculinos e femininos, é exclusiva aos Grand Slam, bem como os jogos a 5 sets na vertente de singulares masculina.
São também os torneios com mais prémios e, ao jogarem-se em superfícies distintas, são os melhores barômetros para a diversidade dos tenistas.
O Open da Austrália é uma espécie de cerimónia de abertura em piso rápido, enquanto a meio da época o Roland Garros e Wimbledon dão palco para brilhar aos especialistas da terra-batida e da relva, respetivamente. O US Open marca o regresso aos hard courts, numa fase da época onde há sempre surpresas e histórias de superação.
Nos próximos minutos vais poder descobrir um pouco mais sobre cada torneio de Grand Slam e como apostar nas estrelas do ténis nestes eventos.
Australian Open 2026
O Open da Austrália é o primeiro torneio da época para muitos dos grandes jogadores da modalidade. Também por isso, é por vezes uma espécie de bola de cristal para o ano que se avizinha, onde surgem novos concorrentes aos lugares de topo do ranking e aos grandes troféus.
Jogado na segunda quinzena de janeiro no piso duro dos courts em Melbourne Park, a sua imprevisibilidade resulta do facto de ser jogado numa fase do ano em que muitos jogadores ainda estão à procura da melhor forma.
Recentemente, a superfície foi alterada e agora o ritmo de jogo já não é tão rápido como no passado, apesar de lhe ser muitas vezes associado o termo de piso rápido. Ainda assim, é um torneio onde os jogadores mais versáteis costumam destacar-se, até porque as condições de jogo nem sempre são iguais. A cobertura instalada nos principais courts permite que se jogue durante períodos de chuva e, quando assim é, o piso fica mais lento, e jogadores tradicionalmente mais consistentes da linha de fundo tendem a ter vantagem.
Novak Djokovic foi rei e senhor deste torneio nos últimos anos, tendo conquistado um recorde de 10 títulos, de 2008 a 2023. Jannik Sinner, este ano à procura da terceira vitória consecutiva, parece ser o seu sucessor. No lado feminino, Aryna Sabalenka pode conquistar o terceiro título em 4 anos. Não é surpresa que ambos sejam jogadores com muita potência e consistência, características prevalentes na história do Australian Open.
Roland-Garros 2026
O Open de França é o primeiro torneio para os especialistas e foi, até ao aparecer de um tal de Rafael Nadal, aquele que produziu maior diversidade de campeões. O espanhol dominou o torneio por completo durante quase duas décadas, alcançado 14 títulos, um recorde para um só torneio. Carlos Alcaraz venceu as últimas duas edições e parece querer suceder ao compatriota como o rei da terra-batida francesa.
Jogado no complexo de Roland-Garros, este é o torneio mais exigente a nível físico, pois o ressalto da bola é mais alto e lento, forçando os jogadores a longas trocas de bola da linha de fundo e permeando os mais fortes e capazes de impôr mais top spin nas suas pancadas. É por isso também o Grand Slam mais táctico, onde explorar uma pancada menos boa do adversário ou tentar uma estratégia menos convencional pode ser a chave para o sucesso. Em 2004, Tim Henman, britânico especialista na relva, chocou o mundo e tornou-se um favorito em Paris, ao chegar às meias-finais focando-se nos pontos rápidos e subidas à rede, um estilo de jogo normalmente associado ao torneio de Wimbledon.
A terra-batida tem também a particularidade de ser a disciplina com mais torneios e, também por isso, mais especialistas, especialmente na América do Sul. Entre o circuito ATP e os Challengers, não faltam eventos nesta superfície o ano todo. E é por isso que desde jogadores de topo como Casper Ruud ou underdogs como Lois Boisson em 2025, há sempre surpresas e cabeças de série a serem trucidados pela mestria dos amantes deste piso.
Wimbledon 2026
O torneio mais antigo e mais prestigiado do mundo joga-se no final de junho e início de julho e marca a conclusão da curta época de relva, com apenas três semanas de preparação antes do Grand Slam. Por estas razões e pelo ambiente que se vive todos os anos no All England Club, o torneio de Wimbledon é não só o com mais tradição, como aquele que coloca maior pressão nos tenistas, especialmente os britânicos. Andy Murray, vencedor em 2013 e 2016, bem como campeão olímpico no mesmo local em 2012, era frequentemente apelidado de “escocês” nos anos maus, mas louvado como um campeão do ténis “britânico” nas vitórias.
O ressalto curto da bola nesta superfície, a exigência de maior agilidade na movimentação e a fase de preparação reduzida fazem de Wimbledon um Grand Slam jogado a um ritmo frenético, onde por vezes a melhor táctica é a rapidez. A agressividade é a chave para os pontos rápidos, seja através do jogo de rede ou da procura do winner da linha de fundo.
Mas é mesmo o serviço que acaba por ser a melhor arma, e não é coincidência que seja neste torneio que os gigantes John Isner e Nicolas Mahut tenham em 2010 protagonizado o jogo mais longo da história do ténis, ultrapassando as 11 horas!
Pete Sampras e Roger Federer marcaram duas décadas, com 13 vitórias combinadas entre 1993 e 2009, altura em que o nível do big four do ténis ficou tão alto que, mesmo não sendo especialistas, Nadal, Djokovic e Murray começaram também a amealhar títulos. Atualmente, também aqui, Sinner e Alcaraz têm dominado a competição masculina, enquanto do lado feminino ninguém conseguiu ainda replicar o domínio de Serena Williams.
US Open 2026
O último Grand Slam do ano leva os jogadores de volta aos pisos duros e coloca-os debaixo do brilho das luzes de Nova Iorque. Em Flushing Meadows as regras são, figurativamente, diferentes. As sessões noturnas são motivo de destaque, com o ambiente no Artur Ashe a ser completamente único no mundo do ténis, especialmente quando os jogadores da casa estão envolvidos. Desde as celebridades nas bancadas, à música entre as trocas de campo, aos aplausos efusivos e até palavras de ânimo entre os fãs, a seriedade e rigidez associada muitas vezes a este desporto não tem lugar no US Open.
Jogado numa fase já avançada da época e com muito desgaste acumulado, este Grand Slam acaba por ser mais um com características perfeitas para histórias de David contra Golias e vencedores inesperados. Para uns, é uma oportunidade de salvar a época, para outros, uma chance única de se mostrarem ao público mais casual da modalidade. Não é por isso surpresa que desde 2008 que não há um vencedor em anos consecutivos no lado masculino. Dominic Thiem, Daniil Medvedev ou Stan Wawrinka foram alguns dos heróis a desafiar aqui as odds nos últimos anos.
Como apostar nos Grand Slams 2026
Apesar das suas características únicas e importância redobrada no calendário do ténis, as regras nos Grand Slam pouco diferem dos restantes torneios. Como tal, os mercados de apostas mais populares que vais encontrar não são muito diferentes daqueles em que podes apostar ao longo do ano.
O vencedor do jogo é sempre o mercado em maior destaque e muito popular entre os fãs de múltiplas, especialmente nas rondas iniciais onde há dezenas de jogos por onde escolher. Os handicaps e o total de jogos são talvez os mercados mais impactados pelas regras dos Grand Slam, onde as partidas masculinas apresentam números diferentes do habitual por serem jogadas à melhor de 5 sets. E claro, o resultado exacto, como as vitórias por 3-0 ou 3-1, são uma aposta muito popular para quem quer uma odd mais alta nos favoritos.
Mais importante ainda do que conheceres bem os mercados de apostas em ténis, nos Grand Slams é fundamental levares em conta todos os factores que mencionámos anteriormente, como o tipo de piso, a forma de cada jogador e a pressão que muitas vezes não é bem-vinda por algumas das estrelas do circuito. Estas características podem ajudar-te a fazer melhores escolhas e fugires às surpresas ou, até, festejares com os seus protagonistas.
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Mas lembra-te sempre, no ténis , como em qualquer outro desporto, a diversão deve ser sempre a tua prioridade. Define os teus limites, faz uso das ferramentas de Jogo Responsável e joga apenas se tiveres mais de 18 anos.





